Olá!
Essa postagem estava programada para sair na Semana da Independência, do 7 de setembro, mas como não pude finaliza-la até lá, decidi estender o especial até o final do mês, com essa postagem completando-o. Gostaria de poder ter feito mais, só que dessa vez não consegui, infelizmente. De qualquer forma, é um incentivo ou apoio ao nosso conteúdo nacional, então acho válido postá-lo ainda assim.

Nesta postagem você vai conferir a minha Wishlist de livros nacionais especialmente para os gêneros especulativos Fantasia & Sci-Fi! Recebendo essa postagem exclusiva por serem meus favoritos, como mencionado na outra postagem de Wishlist (confira aqui), que ficou só para livros que não eram de um destes dois gêneros, já que não ia caber tudo num post só sem se prolongar desnecessariamente. Dividi-o e agora compartilho com vocês. Espero que gostem!
Descubra como e porquê cada livro aqui entrou para minha lista de livros desejados e arranje você também, talvez, algumas indicações legais que, além de ajudarem nosso mercado editorial a crescer, podem te proporcionar uma boa leitura. Não deixem de comentar no final quais vocês curtiram mais e se gostaram do post!

Dois deles me deparei na própria livraria: "Ouro, Fogo & Megabytes", da série Legado Folclórico - que automaticamente me interessou pela premissa envolvendo a mitologia tipicamente brasileira, infanto-juvenil, aparentemente na linha aventureira semelhante à Percy Jackson & Os Olimpianos - e "Ahmnat", história sobrenatural situada no Egito Antigo, com um ar misterioso e promissor. Anotei ambas para a wishlist. O outro, "O Príncipe Gato", que é na verdade uma série, visto que tive meu primeiro contato através do segundo livro numa publicação no Facebook, o que me levou a procurar o primeiro. Me lembrou logo O Gato de Botas, supondo que haja alguma inspiração na lenda e também nos contos de fada clássicos, em que ocasionalmente vemos o protagonista ou personagem secundário se transformando em animal, mas mantendo sua consciência humana.



Os únicos de Sci-fi brasileiros que me interessei até então e já não tenho - os outros que já chamaram minha atenção foram "Redenção" e "Amazônia: O Arquivo das Almas", ambos de autores parceiros do blog e que receberão futuramente resenhas aqui - se encaixam na categoria distopia ("A Ilha dos Dissidentes"), realidade paralela ("A Segunda Pátria") e futuro pós-apocalíptico ("A Cidade Banida").  A "Ilha dos Dissidentes" inicialmente nem achava que era nacional, pois confundia-o com outra série de livros pela semelhança com a capa (a série "O Teste"), mas só depois que fui olhar a orelha do livro que soube que a escritora era brasileira. Isso, combinada com as recomendações que já tinha visto sobre o livro, me incentivaram a adicioná-lo na minha wishlist. Pelo que sei, é uma distopia Young-Adult, mesmo gênero que, por exemplo, as sagas Jogos Vorazes, Divergente, etc, numa sociedade dividida entre pessoas comuns e sobre-humanos e, apesar de que o setting dele não ser dentro de um Brasil futurístico, o que me decepcionou um pouco, ainda quero muito conhecer.  "Cidade Banida" é de um autor que, recentemente publicado pela Planeta, já tinha um nome que soava familiar para mim pelo livro "A Garota de Cicatrizes de Fogo" (pela Novo Século), já cogitado para a minha wishlist muito tempo atrás, mas que não perdurou. Já essa nova publicação conseguiu marcar seu lugar na minha lista de desejados, desde o modo de publicação (tradicional) até pela sinopse e comentários vistos em outros blogs e vlogs que acompanho. Não sei muito sobre além de que acompanha, num cenário pós-apocalíptico, a insurreição de uma menina exilada da sua sociedade de origem, mas já estou curiosa para saber mais. E quanto a, "A Segunda Pátria", o que mais ponho expectativas, dos três citados, trata-se de uma distopia em uma realidade paralela, onde a Alemanha Nazista venceu a Segunda Guerra e tomou o Brasil. Só isso foi o suficiente para me pegar em cheio, mas, para completar ainda mais a ansiedade, li um trecho disponibilizado na revista Superinteressante, retratando um dos personagens, provavelmente o protagonista, relutante a participar da caça aos negros que haviam fugido de campos de trabalho forçado, já que, nessa realidade, os nazistas retomaram a escravidão. O que seria de nós então, um dos países mais negros e pardos do mundo? 


"Sete Monstros Brasileiros" veio até minha wishlist através de nenhum veículo em especial, como livrarias ou sites relacionados a leitura, apenas acabei vendo a capa em uma pesquisa no Google, e por curiosidade adicionei-o a wishlist. E quando estiver em minhas mãos, verei se as antigas lendas brasileiras que tanto amo podem voltar para mim como assombrações, a me dar calafrios. Agora falando de Steampunk, um gênero que tanto quero conhecer a fundo - tenho uma wishlist só para ele, temos o "Lição de Anatomia do Temível dr.Louison", do vencedor do concurso de 2014 do Prêmio da Revista Bang e de excêntrico e criativo título, o que, pelo menos para mim, confere ainda mais curiosidade na descoberta da história. Já sigo o Brasiliana Steampunk, página do autor dedicada ao gênero e aos seus livros, e já vi fanarts, publicações e contos (sem me aprofundar muito neles, para não pegar spoilers) para me empolgar com o livro, que traz muitos personagens clássicos da literatura brasileira numa espécie de Liga Extraordinária em plena Brasília retrofuturista, na busca para deter o misterioso vilão dr. Louison. Já a "A Arma Escarlate" é um dos livros mais comentados quando se fala de fantasia nacional infanto-juvenil. A autora traz o universo e sistema mágico da série Harry Potter - que a própria J.K Rowling autorizou outros autores a explorarem, desde que não utilizassem dos personagens da série original - para o cenário brasileiro, para o Rio de Janeiro inicialmente e depois para Brasil afora. O protagonista é um menino que vive em uma favela perigosa da cidade e acaba por descobrir poderes extra, jurando vingança àquele que matou sua mãe anos antes.


"O Sonho de Eva" se encaixa, aparentemente, na premissa de uma fantasia onírica, onde a protagonista transporta-se entre sonhos e, se não me engano, tem alguns toques de suspense. Foi um livro que me guinchou mais pelo título e pela capa, mas que me ponho boas expectativas. Tratando agora de continuações, temos "O Livro da Traição" (da série Deuses de Dois Mundos) e "Anjos da Morte" (da série Filhos do Éden), ambos segundos livros de suas respectivas trilogias. Depois de ter experiências agradáveis com cada um deles, mas que trouxeram uma sensação de que as tramas poderiam ter sido mais aprofundadas, encontro-me num ponto de ansiedade sobre eles obtuso. O que esperar? No caso de Filhos do Éden, por exemplo, abateu-me uma comparação com o primeiro livro do autor, A Batalha do Apocalipse, que preferi amplamente se comparação ao primeiro da nova saga. No entanto, um ponto a ser considerado: enquanto o BdA é um stand-alone, ou seja, que precisava então compilar sua consistência e mitologia em um só livro, O Filhos do Éden pôde, em condição de série, dividir-se e concentrar-se em aspectos únicos para cada livro, embora eu ainda espero que minhas impressões sobre o primeiro livro se renovem e desenvolvam nesse segundo. "O Livro da Traição" faz parte da trilogia inusitada de PJ Pereira, baseada na cultura iorubá, a que, no Brasil, é a que acolhe os orixás como deuses. Sendo brasileira e ainda mais, baiana, me envergonho ainda não ter conhecer o suficiente essa faceta da nossa cultura e esse livro tem sido para mim e para muitos outros uma boa oportunidade de imergir nela.  Desde que me apaixonei pelo incrível Book Trailer do primeiro livro (confira aqui), estive animada para completar a trilogia, que, aliás, foi recentemente finalizada com "O Livro da Morte", só me decepcionando um pouco com a narrativa, que também espero que no segundo livro tenha se renovado.

E sabe algo de bacana desses dois últimos escritores citados? Ambos escolheram trabalhar com mitologias de vertentes religiosas fortes de nosso país (a da cristã e a do candomblé) e, no entanto, estão constantemente compartilhando mensagens sobre tolerância religiosa. Porque você não precisa acreditar como verdades absolutas. Aliás, você nem precisa acreditar em nenhuma. Você só precisa estar de braços aberto para conhecer mais, explorar mais, ver tudo que esse gênero pode oferecer, e no caminho, talvez, trabalhar na sua empatia. Porque, ao final, essa é uma das, senão a mais importante, função da literatura.





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