Olá pessoal,
Faz algum tempo que eu não posto, então vou compensar o tempo perdido logo com uma resenha bem completa de uma série muito amada... The Legend of Korra, Book 2: Spirits!

Obs; se você nunca viu, sugiro que veja a postagem sobre a temporada 1 (link) e se nem esse você viu amigão, realmente sugiro que você comece pela saga de Aang, igualmente espetacular, porque essa série VALE MUITO A PENA!
Depois da conturbada luta contra os Igualistas, Korra e seus amigos vivem num momento de momentânea tranquilidade. Com isso, grandes mudanças vêem acontecendo para todos: Korra e Mako começam a namorar, enquanto ele assume um cargo de policial em Republic City e ela tenta balancear sua vida pessoal com suas responsabilidades como Avatar. Asami procura novos meios de tentar manter a empresa do pai e Bolin, sentindo-se excluído com todos ocupados, procura novos hobbies, entre eles, inicia uma carreira no ramo cinematográfico. Na família de Tenzin, novidades: seus irmãos mais velhos, Kya e Bumi vieram para uma LONGA visita em família a pedido da mãe, Katara, na esperança que os três irmãos reatassem o convívio.
Em conjunto eles partem para o Polo Sul visitar a família de Korra e conhecer o grande festival anual que acontece todos os anos na região. O que não esperam é encontrar estranhas atividades rodando a cidade, relatos de cidadães que juram ter visto espíritos insatisfeitos atacando .
O tio de Korra, Unalaq, chefe da Tribo do Polo Norte e muito conhecido pela sua habilidade em lidar com o mundo espiritual procura aconselha-la e oferece-a a oportunidade de trabalhar com ele para restaurar novamente a paz entre os espíritos revoltosos e o mundo físico. Reacende assim não só a dúvida da Avatar sobre os métodos de treinamento de Tenzin, mas como também uma antiga rixa misteriosa entre os irmãos Unalaq e Tonraq, pai de Korra.

Korra deve lembrar de suas origens e de si mesma  para completar mais uma vez sua missão como Avatar; estabelecer o equilíbrio e ser a ponte entre os dois mundos.




Com a excelente primeira temporada, introduzindo-nos novamente para o mundo do Avatar, a situação atual das Quatro Nações e também dos personagens anteriores (fazendo visitas ocasionais), conhecemos e aprendemos a amar a nova geração Avatar. Uma série de inovações.Tirou o fôlego dos fãs, mas não deixou de se exigir o desenvolvimento na trama.
O início da segunda temporada se localiza 6 meses depois dos acontecimentos anteriores, a guerra contra os Igualistas e a ascensão da nova Avatar. Saímos um pouco de Republic City para visitar o Polo Sul e acabamos conhecendo mais profundamente novos e velhos personagens. 

Mesmo tendo amadurecido consideravelmente da primeira temporada para segunda, Korra ainda sente-se extremamente frustrada com seu treinamento como Avatar. Seu comportamento explosivo em conjunto com o estresse causado pelos estranhos ataques de espíritos á cidade fazem com que ela e seu mestre do Ar, Tenzin, cortem relações. Este junta-se á família e seus recém-chegados irmãos, e partem para uma (pelo o que se espera) viagem tranquila para um dos Templos do Ar espalhados pelo mundo. Korra permanece e passa a treinar o controle de espíritos com seu tio, Unalaq, que mais tarde mostra-se ser mais do que aparenta, primeiramente trazendo suas tropas do Polo Norte para "controlar a situação" no Sul e guardando dela segredos que põe em risco todo o equilíbrio mantido, mas também leva-a a duvidar sobre o seu próprio conceito de "equilíbrio".

Enquanto isso, a trama passa a se dividir em vários núcleos que, como comum na saga, ligam-se diretamente com a central. Um dos pontos mais fortes para mim foi ver a inesperada implicância dos irmãos Tenzin, Kya e Bumi. Na primeira temporada deu-se a impressão que Tenzin era filho único da união de Katara e Aang e no final das contas, é exatamente essa é a questão: Tenzin, sendo o único dobrador de ar dos filhos de Aang, recebeu a vida inteira mais atenção do pai que os outros dois. Kya sendo uma dobradora de água, como a mãe, e Bumi, herdando o nome de um dos amigos de Aang e um pouco da sua singela  (e divertidíssima) personalidade , um não-dobrador. Os três seguiram caminhos diferentes em suas vidas e nesse momento de união, a pedido de Katara, precisam encarar traumas do passado e mais importante, encarar-sem para a reconciliação necessária.

Outros destaques da temporada foram a apresentação de novos personagens e as aventuras independentes de outros que na primeira ficavam em plano bem secundário. Começando por Bolin, tenho que dizer que realmente gosto muito dele desde da primeira temporada, porém, como a resenha tinha ficado muito grande, não pude falar muito sobre ele. Carismático, divertido, desastrado e amigo fiel, Bolin conquistou muitos fãs com sua personalidade ativa, muitas vezes carregando grande parte da porção cômica da série. Nessa temporada, depois de se ver um pouco afastado dos seus melhores amigos, Mako e Korra, que agora vivem alternando-se entre compreensão e brigas, sai para viver suas próprias aventuras e acaba juntado-se á Asami, que nesse meio tempo têm dedicado o seu tempo para recuperar a empresa do pai. Juntos conhecem um dos novos e também mais carismáticos personagens da série, o empreendedor milionário Varrick, com suas maneiras bem malucas, mas eficazes (e ás vezes ilegais) de vender seus produtos, se torna sócio da empresa de Asami e Bolin estrela da sua nova "invenção" que equivale ao cinema que temos no nosso mundo. 
Esna e Desna, gêmeos primos de Korra e filhos do chefe Unalaq, também ganharam rapidamente meu coração e de muitos fãs pelas suas personalidades um tanto bizarras porém adoráveis.

Finalmente, sobre o núcleo central da temporada, o tema "Espíritos" é uma questão que desde da saga de Aaag fora diversas vezes citada porém poucas as oportunidades tivemos de explora-la. Como bem dito pelo filho Tenzin, Aang sempre foi capaz de adentrar no Mundo Espiritual (uma dimensão paralela ao Mundo Avatar) através da meditação e realmente vimos isso na série original, porém só em situações de conexões com vidas passadas. Os ataques do espíritos ajudam a mostrar claramente que o mundo não estava tão em paz quando ela outrora imaginara. Unalaq se revela o vilão da temporada, que apesar de eu sinceramente achar que não foi tão bom e complexo comparado á Amon, mas levanta uma importante reflexão sobre o conceito de "equilíbrio" que os Avatares parecem ter a muito esquecido. Acaba sendo induzida por ele a abrir os portais espirituais, deixando o mundo vulnerável contra a visão de Unalaq.
E é ai que entra mais duas novas maravilhosas surpresas e revelações da temporada. Primeiramente o dom de Jinora de conectar-se facilmente com o Mundo Espiritual, habilidade que o pai não herdou de Aang com muita frustração, torna-a a guia perfeita para Korra nesta outra dimensão. Segundo, o aprofundamento e a compreensão total, enfim, das origens do espírito Avatar e sua missão, conduzidos num flashback em que conhecemos Wan, o PRIMEIRO AVATAR. E não acabou; um personagem muito querido da saga de Aang aparece para guiar Korra no Mundo Espiritual, Hiro, o tio de Zukko.

O final, apesar de trazer certa tristeza (não vou comentar especificamente para não dar spoilers), marca uma nova fase para Korra, tanto como espírito Avatar como o "eu" individual da personagem. Cortam-se vínculos necessários para o crescimento da personagem, um ato de coragem dos roteiristas. Tudo nos leva a conclusão que, sim, Korra amadurece muito em relação a primeira temporada, reconhecendo um pouco mais que toda escolha que ela faz importa: ou levar o mundo ao Caos total, ou a Paz, mantendo sobretudo, o Equilíbrio.




2 Comentários

  1. Oi flor, não conheço a série e já vou no outro link para saber mais, amei seu resumão.

    bjs

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  2. Passei o olho bem por cima, estou no meio da primeira temporada e estou adorando

    http://penelopeetelemaco.blogspot.com.br/

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