Olá pessoal,
No domingo passado (dia 31/08) estávamos eu, minha amiga, Vitória e seu pai, passeando pela cidade, quando decidimos visitar a Barra, para ver como estavam as reformas prometidas pela prefeitura.
A verdade é que eu não esperava, mas adorei a mudança! Fecharam parte da rua e expandiram a calçada, transformando-a num extenso calçadão.
Começou com sorvete. Íamos apenas aproveitar o dia de sol com um bom sorvete gelado, quando, passeando pela calçada, vimos na praia uma visão curiosa; pessoas e móveis moldados em areia! Um homem estava lá, moldando-os cuidadosamente, com a seguinte frase em sua camiseta " Antonio Cezar - escultor de areia". Já havia visto fotos e reportagens sobre escultores de areia ao redor do mundo, mas nunca tinha visto um em ação, fazendo sua arte, então paramos para observar (nós e uma grande multidão aliás!). Motos, carros, surfistas, mulheres deitadas, sofás e mais, tudo inteiramente esculpido em areia. Também um pouco abaixo das esculturas, ele escreveu frases variadas e conhecidas, como a de Monteiro Lobato ("Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê"), Lao-Tsé ("O rio atinge seus objetivos porque aprendeu a contornar obstáculos"), das quais algumas não conhecia e gostei muito.

Achei engraçado, ironizando, algumas pessoas resmungando enquanto assistia o escultor (enquanto a grande maioria elogiava-o) porque ele estendeu uma lona no chão para que as pessoas podessem jogar notas e trocados, se quisessem, para apoiar o seu trabalho. Os "resmungões" diziam coisas como que "aquilo não era trabalho de verdade" ou "se for para ganhar dinheiro até eu faço isso com areia", o que sinceramente me deixou muito incomodada. Lá estava apenas um homem, fazendo seu trabalho, apenas pedindo um apoio financeiro mínimo para se sustentar afinal. Afinal, aquela era a sua arte e pela feição no face do artista, era mais que compensadora e prazerosa. Por isso que volto e afirmo: trabalho de verdade sim.Considero muito mais "verdadeiro" o trabalho feito por vocação, não importa qual, pois evoca coragem de se fazer o que ama, do que o trabalho mediano ou insuportável que apenas oferece estabilidade financeira.
Mas agora finalizando essa parte, quem um dia tiver a oportunidade de ver o trabalho do Antonio Cezar lá na praia da Barra, não perca a oportunidade (e também não se esqueça de ajudar ele em troca na apreciação, né gente?).
Depois caminhamos mais um pouco, aproveitando o dia agradável e rara falta de pressa, decidimos visitar o Farol da Barra. Já havia visitado o monumento de certa vez numa excursão, porém na época estava fechado para reformas. Aproveitei essa segunda oportunidade e fui conhecer de fato uma das primeiras construções da Bahia e do país.
(foto da esquerda tirada do topo do farol | foto direita na frente do farol)

Vista de um dos observatórios antigos. E pensar que desse ponto a vista da baía é similar a de mais de 400 anos atrás...
Parte dos corais da barra vista de cima no Farol

Lamentei por não ter levado minha câmera nova (acabei tirando tudo no celular), mas mesmo assim tirei fotos ótimas lá. São muitos degraus de uma escada estreita até o topo, mas vale totalmente a pena, a vista é MARAVILHOSA! É incrível ver que depois de tanto tempo e mudanças Salvador permanece uma cidade belíssima.
Aproveitando o tempo que ainda tínhamos, visitamos também o Museu Náutico, no próprio farol. Lá tem muitas informações interessantes sobre a história do Farol, de Salvador e do inicio da colonização, como mapas datados do primeiros anos dos portugueses no Brasil e réplicas de naus portuguesas. Também há objetos alinhados de épocas diferentes para que o visitante possa observar a evolução dos aparelhos náuticos desde do século 16 até os dias atuais.
O passeio foi incrível, recomendo a todos, soteropolitanos ou turistas na cidade, a visitar o calçadão da Barra e o Farol! Muito orgulho da minha baianidade e claro, da minha pátria...
Um feliz aniversário da data de independência para o BRASIL!







2 Comentários

  1. Oi Manu! Que passeio bacana para um dia de sol, hein??
    Adorei as novidades..
    Aqui no Rio é muito comum ver escultores de areia..
    pertinho de casa mesmo tem sempre um!
    Esses reclamões de plantão são um saco.. Infelizmente, nem todo mundo sabe reconhecer o que é arte!!

    Beijinhos,

    Thati;
    http://nemteconto.org

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  2. Olá Manu, que passeio legal, nunca vi escultores de areia em ação, mas deve ser muito legal ver ele fazendo suas obras, que é arte sim, comentários como os desses resmungões a gente releva.
    Beijos.
    http://marcasliterarias.blogspot.com.br/

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