O que aconteceria se um jogo virtual se tornasse sua realidade?

Mas esse realmente conquistou meu coração, e com todos os requisitos, por isso saindo um poucos dos assuntos que falo habitualmente aqui decidi postar sobre uma dica para você assistir (no meu caso vi no Netflix) no seu tempo livre, então vou fazer uma pequena sinopse tentando não dar (muitos) spoilers.

O ano é 2022, e a tecnologia avançou bruscamente para os videogames nesse futuro alternativo (?), em que é possível criar uma realidade virtual online, em que os jogadores se sentem basicamente igual á vida real através de um capacete que monitora todos os sentidos do corpo, criando essas ilusões de gosto, cheiro,toque e etc; um verdadeiro MUNDO virtual. 
Kazuto “Kirito” Kirigaya é um adolescente de 14 anos, um pouco solitário e muito bom com videogames.Ele fora selecionado antes do lançamento oficial do jogo para ser um beta tester, uma pessoa que testa se o jogo tem falhas e contribui para criação de um manual do jogador.

Chegando no jogo, ele ensina outro player a jogar com as informações que ele já sabia tendo sido "beta", quando os dois percebem algo incomum; não há botão de "deslogar". Pensando ser um bug, se reúnem na cidade central com os outros MILHARES de jogadores do mundo inteiro para saber o que está acontecendo.

As coisas ficam mais estranhas ainda; a cidade é fechada e cercada por uma cor vermelha, como um alerta, e uma criatura encapuzada surge no alto, para um pronunciamento geral:
a falta do botão de deslogar nunca fora um bug, pois o único jeito de sair agora era completar o jogo, derrotando o "Boss" no 100° andar, e todos os outros antes.
E não é só isso, é uma questão de VIDA OU MORTE, pois os capacetes com quais eles se conectaram também funcionam como uma arma mortal capaz de destruir o cérebro da pessoa o queimando através de ondas magnéticas, e qualquer tentativa de tira-lo, tanto de dentro do jogo quanto de fora é morte certa.

Então Kirito faz uma escolha; se isola de todos e se denomina um "beater", um jogador que previamente sabe as "manhas" do jogo para passar os novatos injustamente (o bom dessa ação é que na verdade ele fez isso para tirar o preconceito das pessoas contra o beta-testers e direciona-las para algo que ninguem - fora ele - se denominaria).

                                                             



 Há vários tipos de desenho tanto para anime quanto para mangá, claro, mas eu sou fixada pelo mangá tradicional e bem desenhado,como por uma "excelência" e isso eu achei em SAO com certeza, assim como os cenários e os design, igualmente bem-feitos.
A tensão que se cria sabendo que, apesar de um jogo, eles podem sim morrer e isso sem volta, além de conseguir sentir o desespero das pessoas dentro do jogo querendo voltar para o mundo real. A linha tênue entre realidade física e virtual, até que ponto se confundem (ou podem se confundir?).

As cenas de luta, bem construídas e bem executadas. A partir de um certo momento do meio da primeira saga (sim, a temporada é dividida em duas histórias)  Kirito muda seu estilo na batalha utilizando de duas espadas, habilidade que ele ganha inesperadamente e com isso a dinâmica das lutas contra os boss muda de "nível", por também Kirito ter uma rapidez incrível, o que facilita ele usar duas armas, tendo assim um ataque mais rápido e potente.

Sobre o enredo da história em si, SAO não decepciona: criando os ápices de tensão que me pegaram completamente desprevenida. Algo também importante para eu gostar tanto desse anime é que a linguagem (e os diálogos) são mais naturais, semelhantes à conversas reais, o que o contrário me incomoda muito em outros animes. É certo de se afirmar que em alguns episódios o foco (a sobrevivência) se desmancha um pouco, mas os fios da trama são reformulados novamente rapidamente voltamos a acompanhar a história com mais dinamismo (principalmente do incio para o meio e do meio para o final).

Outra coisa para se ressaltar é a dupla Kirito e Asuna, tanto como casal romântico (tendo o romance como um dos pontos principais do anime) e parceiros de luta são incríveis, tem seus momentos fortíssimos (e dramáticos), mas não deixam de mostrar sua competência.Ambos, com personalidades diferentes e fortes mas os dois muito centrados no objetivo de sair do jogo. Só me incomoda o modo que Kirito tinha que se "desviar" de tantos interesses românticos, às vezes um tanto desnecessários, ao longo da história.
Mas uma coisa não se pode negar; a primeira saga (Sword Art Online) é bem melhor que a segunda (Alfheim Online).Não quero entrar em detalhes da segunda porque qualquer coisa que eu fale mesmo a sinopse da segunda saga já anuncia spoilers  e isso quero evitar.
O final dos dois foram bons, mas o do primeiro criou toda uma incerteza que não se pode ter no segundo - já que a batalha deixa de ser pela sobrevivência. Acredito que o desenvolvimento da segunda saga poderia ter ido muito mais além, tirando o foco de algumas coisas desnecessárias (exemplo uma personagem em especial - Leafa - que eu realmente não gostei, primeiro pela sua inocência e falta de percepção e pelo drama desnecessário proporcionado por ela). Senti falta também de uma exploração maior do passado da personagem Asuna, assim como foi explorada a de Kirito.

Mesmo assim, assistir esse anime valeu totalmente a pena, e por isso estou ansiosa para o lançamento da segunda temporada que vai envolver mais dois arcos para a história - Gun Gale Online e Under World Online.






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